Nem sempre vejo a vida como ela é

Quase sempre vejo a vida como eu sou

Poeta, músico, escritor, romântico, aventureiro

Um sonhador

Que vive cada momento como se fosse o último

Profundo, intenso, belo, alucinante

Esculpindo a obra de arte da minha própria vida

Pois cada momento, mesmo não sendo o último, é único

Momentos, situações e pessoas

Há coisas que acontecem uma só vez na vida

Elas jamais se repetem.

A literatura é o tipo de arte que nos permite alimentar e expandir o intelecto para além das paredes da realidade que nos cerca, nos ajuda a ver o mundo de diferentes perspectivas e amplia nossa capacidade de compreensão e percepção. É o tipo de arte que aguça a imaginação tanto de quem lê, quanto de quem escreve. Ambos estão entrelaçados. Cria-se um vínculo entre autores e leitores, até mesmo quando em parte há discordâncias. Tantas são as obras com suas imortalidades e tão pouco tempo temos para devorá-las, pois estas permanecem e nós não. Desde que aqui chegamos nossos dias estão contados. Ao invés de mais um, é menos um. Menos um dia para escrever, menos um dia para ler, descobrir, refletir, aprender, despertar e viver aproveitando as infinitas oportunidades que a literatura nos proporciona ao longo dos dias que nos restam sobre a terra.

Meu primeiro livro foi “O Sapo Batista” de Vanessa Kalil, em meu primeiro ano de escola. Não me lembro de todos os detalhes da história, mas me recordo até hoje do sentimento de alegria e bem estar que tive ao escolhê-lo na estante da biblioteca do colégio Segismundo Falarz em Curitiba, e ao contemplar as gravuras dentro do livro conforme ia avançando na leitura, que era bem curta, porém cativante, e cada vez que eu relia, me fazia imaginar o universo de “Sapo Batista”. Até hoje me sinto assim quando lembro.

Outra leitura que me marcou muito na infância, foi o livro “Os Colegas” de Lygia Bojunga. Este fala sobre amizade e desigualdade social, dentre outras coisas. Me recordo do quanto me emocionava com a narrativa que transitava entre momentos que me causavam uma mistura de sentimentos, como deve ser em uma boa história. Aquele livro, em poucas páginas, cerca de cento e trinta, talvez um pouco mais, me ensinou muito sobre a vida e em como devemos nos portar com relação as outras pessoas e ao mundo que nos cerca.

Um erro que algumas pessoas cometem, é achar que os livros que contam estórias não têm muito a ensinar aos leitores. Por experiência eu digo que aprendi lendo livros como “A Cura Invisível” de Andrew Smith e “A Travessia” de William P. Young, tanto quanto aprendi com a maioria dos livros de auto-ajuda que também li no decorrer da vida. Não estou dizendo que livros de auto-ajuda não são bons, o que estou dizendo é que pode-se aprender muito sobre a vida e sobre tudo com livros de literatura e romance. É maravilhoso ter a chance de poder captar a essência de uma personagem e sua história sem que haja alguém ali tentando explicar-nos o que acontece a cada passo. Coisas explicadinhas e mastigadinhas tendem a deixar-nos com a mente preguiçosa se nos atermos somente a elas. É bom sim ler algo que nos explique, que nos mostre onde temos errado ou o que devemos fazer para vencer na vida, em nossas carreiras, em como sermos mais produtivos ou os atributos de um grande líder, mas muito melhor é quando conseguimos observar elementos na leitura e tirar lições, reflexões e conhecimento sem que alguém nos diga. Por estes e outros motivos é que aprecio todo tipo de leitura, mas principalmente as obras de romance, fantasia, biografias, ficção, suspense, literatura nacional, literatura estrangeira e literatura fantástica ou até mesmo livros históricos e que abordam temas espirituais, como por exemplo; A Bíblia . Nos fazem imaginar, e não somente nos ensinam, mas também nos inspiram a sermos pessoas melhores. E isso não tem preço.

Ainda em meus tempos de criança, costumava pegar escondido os livros que pertenciam à minha irmã mais velha. Um destes livros era “O Perfume”, um romance de Patrick Süskind. Tentem imaginar minha emoção quando muitos anos depois lançaram o filme baseado nessa história. Todo pomposo eu fazia questão de dizer a todos que o filme, com temática forte – pois se trata da história de um psicopata – era baseado em um romance que li na infância. Me recordo que me borrava de medo lendo “O Perfume”, e havia coisas que eu ainda não compreendia na narrativa. Algo que eu sempre me perguntava é; “se aquilo tudo era verdade”, pois para mim era inconcebível acreditar que o personagem principal fora capaz de fazer tudo o que ele fez. E o final do livro, me recordo de ter lido e relido diversas vezes, só pra ter certeza de que havia mesmo entendido. Achei totalmente absurdo, mas entendi.

Pra finalizar vai aqui um aviso: “O Perfume” não é leitura infantil.

Que Deus os abençoe e, espero que sua leitura tenha sido proveitosa!

Texto e poesia por,

Edward Gannen.

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