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NA PELE.

Íntimo, intenso, profundo, belo e triste.

E nessa arte de poetizar a vida, a morte, a dor, paramos para observar, sentir, entender, meditar, tomar alento e depois; depois prosseguir.

Há quem ignore que só compreendemos os sinais, quando já é tarde.

Difícil é sentir na pele e não ter mais o abraço.

Edward Gannen

Lidando Com As Frustrações.

Lidando Com As Frustrações.

FRAGILIDADE EMOCIONAL.

As pessoas costumam julgar as frustrações da vida como algo ruim e a todo custo procuram evitá-las, não sabendo elas que estas mesmas frustrações nos dão as oportunidades que necessitamos para aprendermos a lidar com nossos sentimentos e emoções.

Constantemente ouvimos pais e mães tentando de todas as formas superproteger seus filhos, dizendo: “pelo que passei meu filho não vai passar”, e isso acaba tornando-se em si, um grande problema para as gerações futuras que serão, possivelmente falando, pessoas de intelectos mais frágeis em comparação com as gerações de agora, pois foram privadas de terem suas próprias experiências de vida, por conta do excesso de proteção dos seus pais.

Todo ser humano precisa viver suas próprias experiências, sejam elas positivas ou negativas, para assim terem a oportunidade de passar por suas próprias frustrações e superá-las, sabendo administrar conflitos; sejam eles externos ou internos, e não se tornar no futuro um adulto emocionalmente frágil.

Todo sentimento torna-se ruim quando não sabemos como lidar com ele.

Edward Gannen

No Leito Do Rio (As Dores Do Silêncio).

FeaturedNo Leito Do Rio (As Dores Do Silêncio).

O céu está lindo
É noite de luar
Nos olhos um brilho
E o tempo a passar

Então sobre as águas
Há um barco a vagar
E no leito de um rio
Alguém a sonhar

Não sei se ela sabe
Ele está voltando
E vem de tão longe
Seu amor lhe entregar

Não sei se ele sabe
Ela está esperando
Contando os dias
Para lhe encontrar

O som do silêncio
Só causa temores
E a distância as dores
Com força ele volta a remar

O mesmo sentimento
Que o trás de tão longe
Em seu coração ela esconde
Então só lhe resta orar

O que ela sabe
É que toda dor vai cessar
Quando do leito do rio
Seu pequeno barco avistar

E o que ele sabe
É que toda dor vai findar
Ao vê-la no leito do rio
Somente a lhe esperar

A espera só é grande,
Quando o amor é pequeno.

Por, Edward Gannen.

O HOMEM QUE NÃO ACREDITAVA QUE O HOMEM FOI À LUA.

FeaturedO HOMEM QUE NÃO ACREDITAVA QUE O HOMEM FOI À LUA.

O BENEFÍCIO DA DÚVIDA !!!

O Homem que não acreditava que o homem foi à Lua !!!

Chamava-se Zeferino, e não havia quem conseguisse convencê-lo que o homem foi à lua. Para cada argumento Zeferino tinha uma resposta na ponta da língua:

– Você não viu as imagens na televisão? – Dizia um.

– Forjada! Para quem não sabe Hollywood fica nos States – Dizia Zeferino convicto.

– E os jornais? – Perguntava outro.

– Enganados, todos estão enganados pelo imperialismo dos americanos – Afirmava categoricamente. E desafiava: – Quero ver quem pode me provar por A mais B que o homem realmente foi à lua. Pensam que eu sou bobo? Pegam uma imagem de TV, em preto e branco ainda por cima, botam um bobo pulando de um lado pro outro, um cenário muito do mal feito, depois dizem que o homem foi à lua e este bando de inocentes acredita como se fosse a maior verdade do mundo!

Esta cisma de Zeferino ganhou fama na cidade. Naquele lugar de iletrados, alguém como Zeferino, que sabia ler e escrever e, portanto, tinha status de intelectual, afirmar que o homem nunca foi à lua era motivo de admiração e controvérsia. Não foram poucos os que passaram a apoiar a ideia, afinal era chique estar do lado da sumidade intelectual, da elite pensante, dos formadores de opinião da pequena cidade de Santa Cacilda do Norte, ou Cidinha como a população carinhosamente chamava seu ninho. Zeferino ganhou notoriedade na cidade. Sua teoria de que o homem não foi à lua e que tudo nada mais era que uma grande armação dos Estados Unidos para dominar povos ignorantes, ganhou as ruas e logo estava ele dando entrevistas na única rádio da região, esclarecendo a população dos perigos de se crer em tal absurdo:

– Hoje temos a honra de entrevistar o professor Zeferino – Dizia o apresentador promovendo Zeferino a professor, título que convinha a uma celebridade com tão vasto conhecimento, apesar de Zeferino mal ter concluído o segundo grau – Professor diga como é isto do homem não ter ido à lua.

– Simples – Falava Zeferino com a voz empostada, como ele via nos jornais da TV – Os americanos inventaram esta história! Tudo não passa de um filme ruinzinho que eles colocaram no ar dizendo que o homem foi à lua.

– Mas por que eles iriam inventar isto? – Pergunta o locutor.

– Ora, para que agente acredite neles! Porque aí começamos a achar que eles são melhores que nós. Porque nós não podemos botar um homem na lua, mas eles podem. Aí agente crê nisto, e tudo o que é americano nós passamos a pensar que é bom. E eles vão mandando – A lógica de Zeferino era irrefutável.

– E o senhor tem provas de que eles estão mentindo? – Perguntou o repórter, desta vez com um ar de desafio.

O professor Zeferino parou meditativamente, era a primeira vez que alguém pedia provas sobre o que dizia. Pairava no ar uma certa tensão. Zeferino respirou fundo e falou:

– Claro que tenho! – Disse tentando dar firmeza à voz – me dê uma máquina de filmar, uma roupa de astronauta e um cenário que eu faço igualzinho ao que eles fizeram! E tem mais, faço colorido!

Era o que faltava. Zeferino ganhou ainda mais notoriedade, se tornou a maior celebridade na cidade. O prefeito, simpatizante das idéias anti-americanas, resolveu financiar o projeto para desmascarar os Yankees. Finalmente teriam uma prova de que o homem não foi à lua.O filme proposto por Zeferino foi rodado. Pago com dinheiro público, naturalmente. Foi uma superprodução: Um capacete de escafandro, conseguido sabe Deus como, fez a vez de capacete de astronauta; Dona Dadá a maior costureira da região foi a responsável pelo figurino; no mais, marceneiros, ferreiros e pedreiros produziram uma réplica fiel, pelo menos ao ver da cidade, da tal nave e o cenário ficou por conta de Tonho do Bar, o artista plástico local. A direção e os efeitos especiais ficaram a cargo do professor Zeferino; um pouco de fumaça de extintor, algumas tomadas no escuro para esconder a corda que prendia Reizinho, o ator principal, filho do prefeito, para dar a ideia de estar flutuando, e pronto! Estava pronta a grande prova que desmascarava de uma vez por todas os americanos!

O dia da exibição do filme foi uma maravilha. A cidade toda na praça para assistir a superprodução que levaria Cidinha a ser mundialmente conhecida. Primeiro, o discurso do prefeito, falando de suas inúmeras realizações, do orgulho da cidade em ser a primeira no mundo a desafiar e vencer o poderio americano, conclamando os cidadãos a serem corajosos, pois, a partir da exibição daquele filme, não se poderia saber qual seria a reação dos americanos. Depois do breve aplauso dos presentes ele passou a palavra de Zeferino. Não precisa dizer que a praça veio a baixo, ou acima, tal a quantidade de poeira que subia do chão sem calçamento. Zeferino começou a falar. A poeira no ar atravessada pela luz artificial, contratada especialmente para aquela ocasião, dava um clima de sonho às palavras de Zeferino. Emocionado ele falava sobre a verdade que finalmente seria revelada. Falava de como chegou às suas conclusões sobre a farsa americana. Perguntava-se como tantos foram enganados por tanto tempo. Finalizou dizendo que era chegado o tempo da verdade triunfar e que coube a ele, e ao povo cidinhense, a revelação da verdade para o mundo! Mais ovações, mais poeira, alguns com os olhos coçando por causa da poeira e outros com os olhos coçando por causa das lágrimas, mas dizendo que era poeira. O orgulho local estava exaltado. Faltou muito pouco para que a valorosa cidade de Santa Cacilda do Norte declarasse guerra aos Estados Unidos, mas, para nossa sorte, Zeferino era um homem de paz.

Depois de tudo o que foi dito houve a exibição do filme de Zeferino. A platéia estava empolgada tentando identificar quem era quem e onde era onde. Identificar pessoas e lugares da cidade. Comentários sobre a perfeição da reprodução eram comuns.

– Até parece a lua mesmo ! – Falavam unânimes

– O Reizinho parece até astronauta, até pula que nem eles – Elogiavam

– Veja a Terra! – Diziam para orgulho de Tonho do Bar que pintou a Terra em uma tela tamanho gigante

– E é colorido! Muito melhor do que aquele filme preto e branco dos americanos! – Disse outro para gáudio de Zeferino.

A exibição não durou mais que meia hora, tempo suficiente para os aplausos e chapéus no ar. O sucesso foi estrondoso e ficou melhor ainda com o quentão, o forró e a quermesse programados para o final do evento. A cidade estava em delírio, só se falava do revide americano, os Yankees não iriam deixar a coisa assim, não! A coisa teve tal repercussão que outras cidades da região abraçaram a causa da cidade de Cidinha, e logo toda a região estava rezando pela cartilha do professor Zeferino que já estava sendo cotado para suceder o prefeito e já se tinha sua eleição como certa.

Acontece que estava de passagem na cidade um funcionário da NASA que ficou entre intrigado e divertido quando viu o rebu por causa da tal teoria. Não demorou muito para que descobrisse em Zeferino o mentor intelectual de todo aquele movimento. O tal funcionário decidiu desmascara Zeferino, quebrar-lhe a crista e mostrar àquele povo qual era a verdade afinal. Ele foi até nosso herói, e disse que iria levá-lo aos Estados Unidos, mostraria a Zeferino o que a NASA tem e provaria a verdade que Zeferino iria contar, com sua própria boca, ao povo.

Zeferino que não era bobo nem nada impôs uma condição: Que ele fosse com uma comitiva, afinal estando sozinho quem garantiria sua vida? Conseguiu um colete a prova de balas e proteção de dois policiais da cidade, de sua inteira confiança. Além é claro, de levar consigo o seu amigão Reizinho, o filho do prefeito, que ele conhecera durante as filmagens.

Na NASA Zeferino tomou conhecimento de toda a estrutura da Agência Espacial, dos documentos, cálculos, maquetes, projetos, simulações, assistiu o lançamento de foguetes e de ônibus espaciais, mas nada o convencia. Não havendo mais nada a fazer os cientistas da NASA tomaram uma decisão: Iriam levar Zeferino à Lua!

E lá se foi Zeferino para a lua. Sob o olhar curioso da comitiva que o acompanhava Zeferino foi embarcado em um foguete que decolou ganhando altura. Ele viu a Terra ficar cada vez mais distantes, passou pelas nuvens e foi ganhando o espaço. Como Yuri Gargarin, Zeferino viu que a terra é azul, azul e distante, cada vez mais distante.

Ele estava embevecido, agora via a lua se aproximando, o foguete se preparava para o grande pouso na superfície lunar. Foi difícil despertá-lo, boquiaberto com tudo o que via. O comandante gentilmente o convidou para dar um passeio na lua. Finalmente, no solo lunar, haveria a marca de um brasileiro, brasileiro e cidinhense, sim senhor! Zeferino colocou o capacete e desceu os degraus, seu coração parecia que ia sair pela boca de tanta emoção. A seus pés a lua, no céu lá distante a amada Terra. Era muito para ele!

– E então? – Perguntou o comandante através do rádio. Lá na Terra os cientistas da NASA se divertiam com a cara de bobo de Zeferino e a sua comitiva olhava com cara mais boba ainda.

– É demais, demais! – Finalmente balbuciou

Os técnicos convidaram Reizinho para conversar com Zeferino pelo rádio. Reizinho meio tímido, se achegou ao microfone:

– Rapaz, você tá na lua! Tô te vendo aqui na televisão!

– Nem me fale, nem me fale – Disse Zeferino ainda extasiado.

– Como é que você se sente? – Perguntou Reizinho, querendo bancar o repórter, afinal lhe disseram que tudo estava sendo gravado e seria exibido lá em Cidinha.

– Me sinto em outro mundo! – Respondeu Zeferino procurando palavras – Me sinto em um filme maravilhoso!

– Filme!!!??? – Disse a voz muda da consciência de Zeferino.

De repente ele caiu em si! Como foi bobo de acreditar naquilo tudo! Claro que tudo não passava de uma farsa, um filme armado para que ele acreditasse naquela história de viagem à lua. Efeitos especiais que eles usaram em E.T e outros filmes! Pensaram que ele era besta de cair naquela história? Mas ele não era besta não! Zeferino era esperto o suficiente para não deixar-se levar por uma fantasia, por mais bem feita que fosse. Armaram tudo! Um filme passando pela janela para dar a impressão de uma viagem, fumaça de extintor de incêndio como ele mesmo fizera em seu filme. Prepararam o cenário em outro lugar para fingir que estavam na lua; produziram roupas, naves, atores, tudo para iludi-lo, para que o mundo não soubesse a verdade, mas era hora de desmascarar a farsa, era hora de por um ponto final àquela palhaçada. E só existia uma pessoa no mundo com coragem bastante para isso: Ele, Zeferino!

Ele sabia que a comitiva o observava no monitor da NASA, sabia que estavam gravando tudo. Aquela era a hora de mostrar definitivamente ao mundo quem eram os americanos! Resoluto, Zeferino tirou o capacete! Iria mostrar a todos que a tal lua era apenas mais um estúdio de Hollywood. O comandante ainda tentou impedi-lo, correu para ele, mas era tarde demais. Atônitos todos viram a cabeça de Zeferino crescer abruptamente por causa da diferença de pressão. E, à frente de todos, Zeferino explodiu.

A NASA tratou de abafar o caso, deram fim às gravações, e despediram a comitiva de Zeferino sob veladas ameaças. Reizinho contou ao prefeito que Zeferino preferiu ficar nos Estados Unidos, e esta terminou sendo a versão oficial. No início a cidade se alvoroçou, mas, como é comum na história humana, aos poucos as coisas voltaram ao normal. A pacata cidade de Santa Cacilda do Norte voltou a ser uma pacata cidade e a vida seguiu seu rumo.

Quanto ao Zeferino, bem, ele ousou acreditar, pensar, sair do lugar comum. Ousou sonhar, questionar e ser ele mesmo. Às vezes o preço a pagar é alto, às vezes nos enganamos e, não raro, nos machucamos. Mas a vida só vale ser vivida quando corremos o risco de defender aquilo em que acreditamos.

Afinal, será que o homem foi mesmo à lua?

Autor desconhecido.

Imagem de <a href=”https://pixabay.com/pt/users/Yuri_B-2216431/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=3262811“>Yuri_B</a> por <a href=”https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=3262811“>Pixabay</a>

A Arte da Leitura.

A Arte da Leitura.

Nem sempre vejo a vida como ela é

Quase sempre vejo a vida como eu sou

Poeta, músico, escritor, romântico, aventureiro

Um sonhador

Que vive cada momento como se fosse o último

Profundo, intenso, belo, alucinante

Esculpindo a obra de arte da minha própria vida

Pois cada momento, mesmo não sendo o último, é único

Momentos, situações e pessoas

Há coisas que acontecem uma só vez na vida

Elas jamais se repetem.

A literatura é o tipo de arte que nos permite alimentar e expandir o intelecto para além das paredes da realidade que nos cerca, nos ajuda a ver o mundo de diferentes perspectivas e amplia nossa capacidade de compreensão e percepção. É o tipo de arte que aguça a imaginação tanto de quem lê, quanto de quem escreve. Ambos estão entrelaçados. Cria-se um vínculo entre autores e leitores, até mesmo quando em parte há discordâncias. Tantas são as obras com suas imortalidades e tão pouco tempo temos para devorá-las, pois estas permanecem e nós não. Desde que aqui chegamos nossos dias estão contados. Ao invés de mais um, é menos um. Menos um dia para escrever, menos um dia para ler, descobrir, refletir, aprender, despertar e viver aproveitando as infinitas oportunidades que a literatura nos proporciona ao longo dos dias que nos restam sobre a terra.

Meu primeiro livro foi “O Sapo Batista” de Vanessa Kalil, em meu primeiro ano de escola. Não me lembro de todos os detalhes da história, mas me recordo até hoje do sentimento de alegria e bem estar que tive ao escolhê-lo na estante da biblioteca do colégio Segismundo Falarz em Curitiba, e ao contemplar as gravuras dentro do livro conforme ia avançando na leitura, que era bem curta, porém cativante, e cada vez que eu relia, me fazia imaginar o universo de “Sapo Batista”. Até hoje me sinto assim quando lembro.

Outra leitura que me marcou muito na infância, foi o livro “Os Colegas” de Lygia Bojunga. Este fala sobre amizade e desigualdade social, dentre outras coisas. Me recordo do quanto me emocionava com a narrativa que transitava entre momentos que me causavam uma mistura de sentimentos, como deve ser em uma boa história. Aquele livro, em poucas páginas, cerca de cento e trinta, talvez um pouco mais, me ensinou muito sobre a vida e em como devemos nos portar com relação as outras pessoas e ao mundo que nos cerca.

Um erro que algumas pessoas cometem, é achar que os livros que contam estórias não têm muito a ensinar aos leitores. Por experiência eu digo que aprendi lendo livros como “A Cura Invisível” de Andrew Smith e “A Travessia” de William P. Young, tanto quanto aprendi com a maioria dos livros de auto-ajuda que também li no decorrer da vida. Não estou dizendo que livros de auto-ajuda não são bons, o que estou dizendo é que pode-se aprender muito sobre a vida e sobre tudo com livros de literatura e romance. É maravilhoso ter a chance de poder captar a essência de uma personagem e sua história sem que haja alguém ali tentando explicar-nos o que acontece a cada passo. Coisas explicadinhas e mastigadinhas tendem a deixar-nos com a mente preguiçosa se nos atermos somente a elas. É bom sim ler algo que nos explique, que nos mostre onde temos errado ou o que devemos fazer para vencer na vida, em nossas carreiras, em como sermos mais produtivos ou os atributos de um grande líder, mas muito melhor é quando conseguimos observar elementos na leitura e tirar lições, reflexões e conhecimento sem que alguém nos diga. Por estes e outros motivos é que aprecio todo tipo de leitura, mas principalmente as obras de romance, fantasia, biografias, ficção, suspense, literatura nacional, literatura estrangeira e literatura fantástica ou até mesmo livros históricos e que abordam temas espirituais, como por exemplo; A Bíblia . Nos fazem imaginar, e não somente nos ensinam, mas também nos inspiram a sermos pessoas melhores. E isso não tem preço.

Ainda em meus tempos de criança, costumava pegar escondido os livros que pertenciam à minha irmã mais velha. Um destes livros era “O Perfume”, um romance de Patrick Süskind. Tentem imaginar minha emoção quando muitos anos depois lançaram o filme baseado nessa história. Todo pomposo eu fazia questão de dizer a todos que o filme, com temática forte – pois se trata da história de um psicopata – era baseado em um romance que li na infância. Me recordo que me borrava de medo lendo “O Perfume”, e havia coisas que eu ainda não compreendia na narrativa. Algo que eu sempre me perguntava é; “se aquilo tudo era verdade”, pois para mim era inconcebível acreditar que o personagem principal fora capaz de fazer tudo o que ele fez. E o final do livro, me recordo de ter lido e relido diversas vezes, só pra ter certeza de que havia mesmo entendido. Achei totalmente absurdo, mas entendi.

Pra finalizar vai aqui um aviso: “O Perfume” não é leitura infantil.

Que Deus os abençoe e, espero que sua leitura tenha sido proveitosa!

Texto e poesia por,

Edward Gannen.